Governo do Distrito Federal
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11/05/20 às 17h23 - Atualizado em 14/05/20 às 15h34

Ação social garante máscaras a surdos do DF

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POR LÍVIO DI ARAÚJO

 

Comissão formada por mais de 2.200 aprovados para o cargo de secretário escolar, da Secretaria de Educação, doou 500 máscaras especiais que facilitam a leitura labial, que beneficiarão surdos do Distrito Federal. Os insumos seguirão para a Pastoral dos Surdos para beneficiar parte dos 2.500 atendidos em todo o DF.

 

As máscaras foram confeccionadas com recursos dos próprios integrantes da comissão. De acordo com a presidente do grupo, Sol Ferreira, as ações sociais tiveram início bem antes da pandemia do coronavírus se espalhar pelo mundo, com doação de cestas básicas, marmitas em hospitais e viadutos do DF, além da doação de brinquedos. “Com a Covid exigindo o isolamento social de todos, pensamos em fazer as máscaras que vão beneficiar surdos e outros deficientes auditivos, como idosos que, muitas vezes, também têm dificuldade em ouvir e necessitam da leitura labial para se comunicarem melhor”, explicou.

 

Discurso endossado pela coordenadora da Pastoral dos Surdos do Gama, Tatiane Pires, que ressaltou a problemática vivida pelos surdos, após a necessidade do isolamento social. “Muitos estão depressivos. Temos até alguns casos de pensamentos suicidas. O surdo acabou ficando isolado duas vezes com o uso das máscaras neste momento”, disse. Ao todo, o Distrito Federal tem uma população de cerca de 80 mil surdos e deficientes auditivos, segundo dados do último Censo do IBGE. A cidade que reúne o maior número deles é o Gama. “Por isso, começaremos a distribuição das máscaras por lá, abrangendo também Santa Maria”, finalizou Tatiane.

 

A esposa do vice-governador Paco Britto, Ana Paula Hoff, recebeu a comissão e elogiou o trabalho da comissão da confecção das máscaras – que são feitas em tecido e plástico na área da boca, onde a região fica transparente, proporcionando a leitura labial. “É um trabalho inclusivo. O uso da máscara é vital, é necessário, mas tem um grupo, como o dos surdos, que necessitará de um formato diferenciado”, lembrou.

 

Ainda de acordo com Ana Paula, o momento de dificuldade enfrentado por todos com a pandemia do coronavírus tem fortalecido as relações humanas de uma forma diferente. “Hoje em dia ficamos muito mais felizes em ajudar do que ser ajudados. Todo mundo começou a enxergar o outro. O vírus colocou todos no mesmo barco, carentes de um abraço, de ver quem amamos, sofrendo com o isolamento”, concluiu. Para Tatiana, a máscara adaptada trará mais conforto para os surdos e fará com que as dores do isolamento social ao menos se “igualem” às de quem está em casa, com a possibilidade de conversar com quem também está na residência, por exemplo.

 

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