Governo do Distrito Federal
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14/02/20 às 12h38 - Atualizado em 17/02/20 às 17h24

Em cerimônia do CBMDF, 28 cadetes recebem o espadim

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Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

 

 

Durante a programação, os convidados acompanharam a incorporação do Pavilhão Nacional (recebimento da Bandeira Nacional pela tropa formada no pátio da academia), ao som da Alvorada de Lo Schiavo e da Canção do Expedicionário, executadas pela Banda de Música da CBMDF. O destaque da cerimônia foi a entrada dos cadetes ao som do dobrado Cisne Branco, de Antônio Manuel do Espírito Santo, executando evoluções de Ordem Unida sem Comando. Ao final do desfile, eles compuseram a sigla do Curso de Formação de Oficiais.

“Preparem-se para fazer parte de uma corporação que é referência nacional e internacional”, disse Paco Britto, ao discursar para os 28 cadetes recém-formados. Em seguida, ele citou o lema dos bombeiros – Vidas alheias, riquezas salvar – e um trecho de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis: “Nunca mais deixei de pensar comigo que o nosso espadim é sempre maior do que a espada de Napoleão”.

Na leitura da ordem do dia, o comandante da academia, tenente-coronel Flávio da Costa Portela, ressaltou a complexa formação das aulas, alicerces necessários para a formação dos futuros oficiais combatentes da CBMDF. Segundo ele, foram 120 horas de salvamento e 150 horas de combate ao incêndio, dentre outras atividades de uma intensa jornada. “Não podemos ser inconsequentes com nossas ações”, lembrou, dirigindo-se à turma.

Para o comandante-geral Lisandro Paixão, o dia foi de celebração e alegria. “Depois de muito sofrimento e período de restrição ao convívio familiar, o dia é importante, pois sairá o mais puro metal, ouro e prata”, valorizou. “Todos passamos [por isso], para que tenhamos a melhor tropa que zela pela vida dos cidadãos. É para isso que existimos. Honrem a nossa pátria!”

 

A solenidade

 

Primeira colocada do concurso público de admissão ao curso de formação de oficiais, a cadete Tatiane Aguiar Carneiro recebeu o espadim das mãos do coronel Lisandro, após dois anos de preparação na academia. Também os demais formandos foram agraciados com a honraria, pelos padrinhos e madrinhas que lotaram o local, ao som das sirenes das viaturas da corporação posicionadas estrategicamente no pátio.

No mesmo cenário  foi realizado o desfile militar pela tropa formada e pela 38ª turma, ao som do dobrado Batista de Melo, de Manoel Alves, acompanhado pela banda do CBMDF, que executou a canção da academia. Também desfilaram as viaturas, incluindo o caminhão com a escada Magirus.

Acompanharam a solenidade os representantes da CBMDF – o subcomandante-geral, coronel Marcelo Teixeira Dantas; o diretor de ensino, tenente-coronel Célio Wilson Rodrigues; o chefe do Departamento de Ensino, Pesquisa, Ciência e Tecnologia, coronel Wellington Moura e Silva, além de oficiais e praças; e também o filho primogênito do coronel Lisandro Chiarel, Sandro dos Santos Chiarel, que foi homenageado pela 38ª turma.

 

A formação

 

Mais de mil oficiais já passaram pelo curso de formação, promovido pela Academia de Bombeiro Militar do DF.Com duração de dois anos, o curso funciona em regime de internato. O espadim é o símbolo da honra e dignidade do cadete, futuro oficial combatente do CBMDF.

A turma de número 38 recebeu o nome coronel Lisandro dos Santos Chiarel em homenagem ao oficial que estava entre os primeiros formados em Brasília, e que, entre outras atuações, comandou o primeiro Grupamento de Incêndio, atual 1º GPM, e o Grupamento de Busca e Salvamento, além de chefiar diversas seções do Estado-Maior-Geral.