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31/08/23 às 14h05 - Atualizado em 31/08/23 às 14h05

Novas titulares tomam posse no Conselho dos Direitos da Mulher

 

A governadora em exercício Celina Leão empossou 48 novas representantes do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal (CDM/DF) para o mandato de 2023/2025. A solenidade ocorreu nesta quinta-feira (31) no Palácio do Buriti.

 

Em solenidade no Palácio do Buriti, a governadora em exercício Celina Leão empossou 48 novas representantes do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal (CDM/DF) para o mandato de 2023/2025 | Foto: George Gianni/ VGDF

 

O Conselho dos Direitos da Mulher do DF foi criado em 1988 com o objetivo de promover um ambiente coletivo de construção e implementação de políticas públicas voltadas às mulheres. O grupo é formado por 12 representantes do Poder Público do DF e 12 representantes de entidades da sociedade civil, tem natureza consultiva e deliberativa e está vinculado à Secretaria da Mulher. Além das titulares, as suplentes também foram nomeadas, totalizando 48 novas representantes.

 

Ao falar do conselho, Celina Leão citou medidas importantes do governo na proteção das mulheres e da população, como o aplicativo Viva Flor – de segurança preventiva às vítimas de violência doméstica –, a iniciativa inédita no país de se pagar um auxílio aos órfãos do feminicídio e também o fato de mulheres ocuparem cargos estratégicos no GDF. Ela ainda lembrou que esta gestão recriou a Secretaria da Mulher.

 

“Aqui hoje estão mulheres que não fazem parte do GDF e saíram das suas residências sem ter remuneração nenhuma para lutar por aquilo que elas acreditam: a defesa das mulheres. Nós precisamos não só estar numa política pública ou no papel, precisamos estar em cargos estratégicos, sim. Toda vez que a sociedade avança na luta das mulheres, há um retrocesso social machista personalíssimo daqueles que ainda nos veem como nós não somos, como coisa, objeto, segregadas da sociedade”, discursou Celina Leão.

 

 

O grupo reúne representantes de sindicatos, institutos, associações e uma escola de samba. Essa pluralidade é destacada pela secretária da Mulher, Giselle Ferreira, empossada presidente do conselho, ao falar da importância do colegiado.

 

“É escutar a sociedade civil juntamente com o governo para efetivar a políticas públicas em prol das mulheres. Tomar medidas depois de escutar é muito mais eficaz. A pauta prioritária é o acolhimento e proteção à mulher. Mas precisamos trabalhar vários eixos, como o empreendedorismo, a capacitação e outras frentes também”, disse Giselle Ferreira.

 

Essa política de acolhimento também foi pontuada pela coordenadora de Promoção de Defesa dos Direitos das Mulheres da Defensoria Pública, a defensora Antonia Carneiro, empossada no conselho. “É muito importante ouvir essas mulheres que estão próximas da sociedade para trazer as demandas, a fim de que a gente possa pensar políticas públicas plurais. Como defensora, vou levar as demandas das nossas assistidas, porque a Defensoria Pública atende mulheres vítimas de violência doméstica”, afirmou.

 

“A Secretaria de Saúde hoje é a única do país que tem uma linha de cuidado com seis temas. O nosso sexto braço é exatamente o combate à violência à mulher. Me sinto honrada de participar de um comitê permanente de prevenção do cuidado do acolhimento dessas mulheres e não só no momento da violência, mas o pós-violência, que é muito emblemática a reinserção, o empreendedorismo, a ocupação, o ofício dessas mulheres para que elas realmente quebrem esse ciclo”, ponderou a secretaria de Saúde, Lucilene Florêncio.

 

Já a representante do Clube Soroptimista Internacional de Brasília (SI Brasília), Cátia Vasconcelos, lembrou a longa luta das mulheres. Ela foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira no Conselho Seccional da OAB de Minas Gerais e também fundou o Sistema de Integração, Assistência e Defesa da Mulher Advogada (Siadema), entre outros trabalhos pelo público, como a criação dos Conselhos da Mulher nos estados.

 

“Nós temos que trabalhar os homens e não só as mulheres. As mulheres são as geradoras da vida, os homens só nascem porque nós existimos. Se a gente educa bem nossos filhos, nossos maridos, o nosso meio familiar é a única forma de modificar essa submissão que o homem acha que tem direito sobre a mulher. Não existe direito sobre o ser humano, é isso que precisamos mudar, a mentalidade masculina. Essa pauta é totalmente feminina e feminista, mas são os homens nosso fator maior de mudança”, explicou.

 

Entidades eleitas

– Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ)
– Instituto Reciclando o Futuro
– Grupo Mulheres do Brasil
– Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF)
– Instituto Arkrealiza
– Instituto Resolve
– Clube Soroptimista Internacional de Brasília (SI Brasília)
– Escola de Samba Acadêmicos do Riacho Fundo II
– Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF)
– União Brasileira de Mulheres – Seção Distrito Federal (UBM-DF)
– Fórum de Mulheres do Mercosul (FMM)
– Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do DF e Entorno (Sintect/DF)

 

Entidades suplentes eleitas

– Instituto Entre Nós
– Instituto Me Ajude a Ajudar (IMAA)
– Levante Feminista Contra o Feminicídio
– Ação de Mulheres pela Equidade (AME)
– Associação Tudo Azul Autismo (ATA)
– Força Ativa da Mulher (FAM)
– Movimento Negro Unificado – Seção do Distrito Federal e Entorno (MNU-DF)
– Sindicato dos Servidores e Empregados da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc)
– Associação Vencedoras Unidas (AVU)
– Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis)

 

Por Agência Brasília